
Como pode imaginar, ouço muitas coisas durante as sessões de coaching que facilito. Desabafos emotivos. Pensamentos que, por vezes, são ditos em voz alta pela primeira vez.
E se tudo o que ouço ali, em sessão, é ali que fica, só entre mim e a pessoa que tenho à minha frente, há aprendizagens que vejo acontecerem repetidamente e que merecem ser partilhadas.
Ao longo de mais de 10 anos a trabalhar na área do coaching, percebi que equilibrar vida pessoal e profissional não começa pela agenda, mas dentro de nós.
Começa quando há coragem para parar, olhar para dentro, definir limites e criar espaço para si.
Neste artigo, partilho como ajudo as minhas clientes a fazer essa mudança e as 7 aprendizagens que mais marcam este processo de equilibrar vida pessoal e profissional – nas palavras delas.

O meu método em 3 pilares
Mas, antes de avançar para as aprendizagens, deixo-lhe uma visão geral da forma como trabalho:
Primeiro, é o momento de avaliar.
Começamos por identificar o seu ponto de partida – quem é e onde se encontra agora – e definir os objetivos que quer atingir.
Assim, sabemos exatamente em que fase está, como se sente em relação a isso e onde gostaria de chegar. Afinal, ninguém consegue chegar ao destino se não souber onde se encontra, pois não?
De seguida, preparamo-nos para mudar e damos os primeiros passos.
Esta é a fase em que vai aprender novas ferramentas e estratégias para, ao seu próprio ritmo, as começar a aplicar para mudar aquilo que já sabe que não está como gostaria.
Por fim, chegamos ao momento de alcançar.
É a etapa final do processo. Aqui, vai consolidar todos os passos anteriores e experienciar os resultados efetivos do percurso que realizou até aqui. Vai sentir-se mais satisfeita com a sua vida, mais segura, confiante e realizada.
E agora que lhe apresentei resumidamente o meu método, vamos às aprendizagens (e às respetivas conquistas) das pessoas com quem tenho trabalhado todos estes anos.

7 Aprendizagens para equilibrar vida pessoal e profissional
“A busca pela perfeição levou-me ao limite.”
Muitas mulheres que acompanho vivem há anos a tentar ser perfeitas. A filha perfeita, a profissional perfeita, a amiga perfeita…
Acreditam que precisam de “fazer tudo bem” para se sentirem seguras, merecedoras ou valorizadas.
Só que este “querer fazer tudo bem” paralisa-as. Leva à procrastinação, à autoexigência sem fim e, muitas vezes, ao colapso emocional.
É por isso que um dos passos que damos nos meus processos de coaching está relacionado com a mudança de padrões de pensamento e de comportamentos para quebrar a ideia de que o seu valor depende de estar sempre a fazer tudo bem.
E sei que o meu processo resulta quando há clientes que, alguns meses depois, partilham comigo que sabem quem são, que se aceitam como são e, sobretudo, que se orgulham da mulher em que se tornaram.
Então, se quer equilibrar vida pessoal e profissional, procure formas de pôr de lado o perfecionismo e o querer “fazer tudo bem”. Conte comigo para a guiar nesse processo, se precisar.

“Aprendi a estabelecer limites, a gerir melhor o meu tempo e a valorizar mais os momentos de descanso e lazer.”
Muitas das minhas clientes chegam até mim exaustas e culpadas por não conseguirem dizer “não” a nada nem a ninguém.
Trabalham demasiado e não conseguem equilibrar vida pessoal e profissional.
Então, este também é um caminho que podemos percorrer: estabelecer limites.
Até porque aprender a estabelecer limites saudáveis, seja com a família, com colegas ou mesmo consigo, pode mudar completamente a forma como vive o seu dia a dia.
Dizer “não” àquele jantar de família para dizer “sim” a uma noite de cinema e pipocas só na sua companhia no sofá da sala. Dizer “na segunda-feira entrego-te isso” ao colega que, na sexta à tarde, lhe pede uns dados que precisa de rever.
Estabelecer limites não é sobre rejeitar os outros nem ignorar as necessidades deles. É muito mais sobre começar a incluir-se a si própria na sua lista de prioridades.

“Encontrei uma força em mim que não sabia que tinha e aprendi a valorizar-me como mereço.”
Muitas mulheres, nas primeiras sessões, dizem-me:
“As pessoas elogiam o meu trabalho, mas eu só consigo ver o que fiz mal.”
“Sinto-me constantemente insegura e incapaz de tomar decisões importantes.”
Isto acontece quando o reconhecimento interno não surge em primeiro lugar. Quando a autoestima depende do que os outros dizem ou deixam de dizer – sobre si, sobre a sua prestação, sobre a sua vida…
No Programa AMA, trabalhamos a capacidade de reconhecer o seu próprio valor, independentemente da aprovação externa. E isto cria uma liberdade emocional enorme, com mudanças significativas na sua forma de pensar e agir. Traz-lhe mais confiança em si e nas suas capacidades.
“Afinei o foco da minha energia e atenção para o que é importante”
Há quem pense que adiar tarefas importantes é falta de organização.
“Se ao menos eu fosse mais focada, mais organizada…” – dizem-me nas primeiras sessões.
Mas, na maioria das vezes, não se trata de nada disso. O adiar tarefas ou projetos raramente tem que ver só com falta de foco ou com desorganização.
Muitas vezes, a procrastinação surge como resultado do medo, é um mecanismo inconsciente de proteção.
O medo de não ser suficiente.
De errar.
De não corresponder às expectativas – suas ou dos outros.
Estas mulheres sentem-se a enfrentar uma crise de identidade e de autoestima, pelo que identificar esse medo é o primeiro passo para que ele deixe de comandar a sua vida.
E é assim que cada sessão acaba por ser uma descoberta para cada uma destas mulheres, um passo em direção à sua verdadeira essência.

“Apercebi-me do meu poder pessoal, o poder da minha mente.”
Nos processos que acompanho, costuma haver um momento-chave: quando uma cliente percebe que já não está só a reagir à vida, mas que tem a capacidade de a liderar.
A liderança pessoal é isso mesmo: assumir o comando da sua vida com clareza dos seus valores, prioridades definidas e escolhas conscientes e consistentes com quem você é e com o que quer.
É passar de “deixar-se levar” pela vida para “decidir o rumo” da sua vida.
Quando assume essa liderança, deixa de viver num estado constante de reação a crises, imprevistos, prazos e expectativas alheias, e começa a gerir de forma proativa tanto a sua vida profissional como a pessoal.
E o resultado disto é mais foco, mais energia para o que importa e um sentido de controlo saudável sobre o próprio tempo e bem-estar.
Porque, no fundo, equilibrar vida pessoal e profissional não se trata só de gerir tarefas; antes disso, é liderar-se a si com intencionalidade, consciente dos seus valores e dos seus objetivos.

“Estava muito habituada a maltratar-me e a culpar-me por tudo o que acontecia, a vitimizar-me e quase que a fugir de mim.”
Ainda há muitas mulheres que veem a autocompaixão como sinal de fraqueza ou comodismo.
Por causa disso, colocam sobre si próprias uma pressão desmedida, sobre-humana até.
Nada mais errado quando queremos uma vida mais satisfatória, com equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
Cuidar de si e olhar para si como um ser humano que é, com talentos e falhas (como todos temos), é uma forma madura e empoderadora de lidar com a vida real – esta vida que nem sempre corre como planeado.
Desenvolver a autocompaixão permite-lhe sair do ciclo de autocrítica e criar uma base sólida de autoestima, a acreditar em si, a respeitar-se e a cuidar-se. É esta base que sustenta decisões mais conscientes e relacionamentos mais fortes e saudáveis.

“O verdadeiro desafio está mesmo em percebermos que, por vezes, o problema (ou, neste caso, a solução) está em nós, e que só depende de nós a mudança.”
É em fases tumultuosas que muitas mulheres sentem que precisam de apoio para lidar com tudo o que está a acontecer e mudar aquilo que já sabem que não pode continuar igual.
Mas ao mesmo tempo, hesitam. Por medo de parecerem fracas. Por acharem que “deviam conseguir sozinhas”.
O que vejo acontecer em sessão quase todos os dias é que quem tem a coragem de pedir ajuda, torna-se uma pessoa mais segura, confiante e realizada.
Pedir ajuda para sair desse lugar escuro em que se encontra é uma escolha consciente por crescimento. E as minhas sessões de coaching são esse espaço seguro, estruturado e acolhedor onde pode reconstruir a sua autoconfiança. Um passo de cada vez.
Então, o que lhe posso dizer é que equilibrar vida pessoal e profissional começa com uma escolha.
E hoje, quando uma cliente me diz:
“Sinto-me mais equilibrada e satisfeita com a minha vida”
ou
“Encontrei uma força em mim que não sabia que tinha”
Eu sei que ela não encontrou um segredo guardado a sete chaves. Simplesmente, fez escolhas conscientes, teve apoio, estrutura e um passo a passo que lhe foi trazendo cada vez mais clareza emocional.
Se chegou até aqui, talvez este seja o seu momento também.
Vamos começar?
Se sente que está pronta para criar um equilíbrio verdadeiro – entre quem é, o que quer e o que o mundo espera de si – o programa AMA pode ser exatamente o que procura.
Consulte a minha agenda e marque agora a sua primeira sessão.
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As citações presentes neste artigo foram retiradas de testemunhos reais de pessoas que já trabalharam comigo. Pode lê-los na íntegra aqui.
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Perguntas frequentes sobre como equilibrar vida pessoal e profissional:
1. Como encontrar equilíbrio entre vida pessoal e profissional?
Encontrar equilíbrio começa com o reconhecimento dos seus limites, a definição de prioridades e o desenvolvimento da autocompaixão. O coaching pode ajudar a criar estratégias práticas e sustentáveis adaptadas à sua realidade e às suas necessidades específicas.
2. O coaching pode ajudar no equilíbrio emocional e profissional?
Sim. O coaching oferece ferramentas para aumentar a autoconsciência, gerir o tempo e energia, definir limites e fortalecer a autoestima, permitindo-lhe uma vida mais equilibrada e alinhada com os seus valores.
3. O que fazer quando me sinto perdida entre a carreira e a vida pessoal?
Quando se sente perdida, o primeiro passo é parar e escutar-se. A orientação de um coach pode ajudá-la a reconectar-se consigo, recuperar a clareza e alinhar as suas decisões com o que realmente importa para si.


