
Já ouviu falar da Blue Monday?
Este ano, aquele que é considerado “o dia mais triste do ano” assinala-se a 20 de janeiro (a terceira segunda-feira do mês de janeiro).
Mas será que tem mesmo de ser o dia mais triste do ano?
O convite que lhe faço neste artigo é que este ano não centre este dia no que (ainda) não conseguiu alcançar nem nas resoluções de Ano Novo em que, se calhar, já começa a falhar. Em vez disso, proponho-lhe que se foque em como pode transformar eventuais sentimentos de desânimo numa oportunidade de se reconectar consigo, aprender com as suas emoções e redefinir os seus próximos passos.
Resumindo, neste artigo, vai ficar a saber o que é a Blue Monday, porque ressoa tanto connosco e como pode usar o conceito por detrás deste dia para desenvolver a sua liderança pessoal.
Afinal, a tristeza é mais do que uma sensação desconfortável — é uma chamada de atenção para o que realmente importa.

O que é a Blue Monday?
A Blue Monday foi introduzida em 2005 por Cliff Arnall, psicólogo e antigo professor da Universidade de Cardiff. Arnall apresentou uma fórmula que identificava a terceira segunda-feira de janeiro como o dia mais triste do ano, considerando fatores como o clima, as dívidas de Natal, as resoluções de Ano Novo que não são cumpridas e os níveis de motivação mais baixos.
Embora a ideia tenha ganhado popularidade, não posso negar que me levanta algumas preocupações, sobretudo quando o vejo associado a um estado emocional tão complexo como a depressão.
Não é raro ver que um tema tão delicado como este é usado para fazer negócio por muitas marcas, o que pode, na minha opinião, contribuir para banalizar um assunto muito sério.
Fala-se cada vez mais de depressão e isto é positivo, é preciso desmistificar os problemas de saúde mental e trazer à luz aquilo que, durante tanto tempo, andou escondido, como se fosse razão de vergonha.
A depressão é uma realidade, é uma doença grave que, como qualquer outra, deve ter um acompanhamento especializado e atento. Não é uma tristeza passageira.
No entanto, o problema que eu vejo é que começa a haver uma certa tendência para pôr depressão e uma simples tristeza no mesmo saco. E associar a Blue Monday à depressão é um exemplo disso.

Tristeza ou depressão: como distinguir?
Como já disse, há uma tendência crescente, que me preocupa, para confundir tristeza com depressão. Mas é importante não esquecer isto: não há depressões de 24 horas.
Enquanto a depressão é uma condição prolongada, que envolve sintomas contínuos ao longo de meses, a tristeza é uma das 5 emoções básicas, uma resposta emocional que surge quando há alguma coisa na nossa vida que não está alinhada connosco. E isto é normal. Sentir-se desmotivada, sem energia ou sem vontade de agir durante alguns dias não significa que haja algo de errado consigo.
Na verdade, a tristeza tem um papel importante: ela traz uma mensagem para si. Muitas vezes, é uma oportunidade para parar, refletir e encontrar novas formas de avançar.
Uma oportunidade para assumir a sua liderança pessoal.

Como liderar o seu estado emocional na Blue Monday
Assumir a sua liderança pessoal não significa ignorar o que sente. Em vez disso, pode acolher as suas emoções e usar este momento como uma oportunidade de crescimento.
Como?
Transformando a tristeza em movimento.
Partilho consigo 3 passos práticos que a vão ajudar nisto:
Experimente refletir sobre a sua tristeza com empatia.
A tristeza pode ser um convite a olhar de forma mais profunda para si. O que está a causar o desconforto que sente? Há escolhas ou situações na sua vida que não estão alinhadas com os seus valores e aquilo em que acredita ou defende?
Permita-se sentir sem julgamento, e use as suas emoções como um guia para perceber que partes da sua vida precisam de atenção neste momento.

Depois, reavalie as suas prioridades.
As resoluções de Ano Novo podem ser um peso quando não refletem objetivos que importam. Este é o momento ideal para ajustar as metas que traçou. Pergunte-se: “Estou a tentar cumprir expectativas dos outros ou a alinhar-me com o que realmente importa para mim?”
Não tenha medo de voltar atrás. Por vezes, menos é mais. E redefinir não é desistir — é um ato de liderança pessoal.
Além disso, há outro ponto a não esquecer: o progresso consistente, mesmo que em pequenos passos, é mais valioso do que ficar à espera que tudo esteja perfeito para avançar.
Por exemplo, se definiu como objetivo “treinar todos os dias”, pode ajustá-lo para “cuidar do meu corpo e da minha mente com exercício físico duas vezes por semana”.
Por fim, escolha avançar, mesmo que em pequenos passos.
Às vezes, queremos fazer as coisas, mas não sabemos por onde começar. O peso de tantas tarefas e objetivos pode deixá-la paralisada. Se isso lhe estiver a acontecer, uma ação simples pode ser o impulso de que precisa para retomar o controlo do que quer para a sua vida. Agir não tem de ser grandioso.
O próximo passo pode ser tão simples como fazer uma lista dos seus pendentes, organizar a agenda ou até dar um passeio para limpar a cabeça.
E é assim, passo a passo, que vai mostrando a si mesma e à sua mente que é capaz de liderar a sua vida, mesmo em dias mais difíceis.

A tristeza como impulsionador de mudança
A Blue Monday pode ser o seu lembrete de que até as emoções mais desconfortáveis têm algo para nos ensinar. Portanto, use a tristeza como uma oportunidade de crescimento, um “empurrão” para ajustar o que está desalinhado e mudar e avançar na direção do que realmente importa para si.
Então, da próxima vez que se sentir assim, triste e desanimada, não caia em derrotismos. Em vez disso, pergunte-se: “Como posso transformar este desconforto numa oportunidade de evolução?”. Porque é habitualmente nos momentos de maior desconforto que encontramos a força para crescer e criar as mudanças significativas que procuramos.
Está pronta para liderar a sua mudança?
Muitas vezes, o que nos impede de avançar não é a falta de capacidade, mas o medo da mudança. Este medo, embora natural, pode bloquear os nossos sonhos e projetos, deixando-nos presas a uma falsa sensação de segurança na nossa zona de conforto.
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